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terça-feira, 7 de julho de 2009

Ivo, viu a uva

Eu já estava ficando de saco cheio. E, agora, ele explodiu.

Recebo zilhões de releases por dia. Filtro no webmail (pelo título) os que interessam para baixar e detono o resto. Mas, volta e meia, me deparo com atrocidades gramaticais. E uma das mais frequentes é a que coloca vírgula entre pronome e verbo.

O que me deixa irritada é que os textos são redigidos por jornalistas, ou seja, gente que deveria ter o domínio da língua. Ou, pelo menos, não cometer erros tão primários. É a "infância da arte".

Acabou sobrando para a jornalista que me enviou um release sobre déficit de atenção (TDAH). O tema é interessante, a notícia idem. Mas não há leitura que resista diante de [o psiquiatra fulano, traz], [segundo, fulano] e pérolas semelhantes.

Respondi ao release - educadamente, claro -, alertando para o problema. Espero que recebam como contribuição.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ex-JB

Sílvia Helena*

30 de agosto, almoço na Fiorentina com a galera do Jornal do Brasil de 30 anos atrás. Ao rever as pessoas, revivi com emoção um tempo passado, quando a gente, nós todos que estávamos ali, achávamos o jornalismo uma coisa muito legal de se fazer. Um meio honrado e honroso de se ganhar a vida. Olhando para trás, foi um privilégio ter participado daquele grupo, daquela redação - que hoje me parece tão extraordinária.

Por que? Não vejo mais no Brasil - talvez alguma exceção? - um espírito profissional como o que tínhamos:

- lealdade, que se chamava de "patota", "panela", e que se resumia a uma coisa que eu acho cada vez mais bonita e que simplificadamente se pode definir como "o amigo do meu amigo é meu amigo; o inimigo do meu amigo é meu inimigo";

- disposição para procurar uma boa história.;

- orgulho de um bom texto;

- compromisso com a defesa de idéias.

Isso, que não é pouco, parecia apenas normal.

Acabou. Não interessa procurar as razões: seria um exercício em vão. Chega de saudade.


* Sílvia Helena é jornalista e escritora.

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