
Se cada doido tem sua mania, a minha atual são as árvores das ruas desta querida e maltratada cidade. Não sei quando, mas um dia comecei a reparar que a maioria das árvores não tem um espaço mínimo de terra em volta do tronco. Há casos, criminosos, de árvores totalmente cimentadas, sem um centímetro sequer de terra.
Como cimento e asfalto não absorvem a água da chuva, as árvores enfraquecem e são um prato cheio para fungos, cupins e outras pragas. Na melhor das hipóteses, não crescem; ou, se crescem, suas raízes arrebentam as calçadas. Na pior, não conseguem resistir a uma ventania mais forte e desabam sobre carros, casas, derrubam a fiação...
Minha reação tem sido caso a caso. Já me peguei removendo, com as mãos, pedaços de cimento quebrados por raízes teimosas. Quando vejo uma obra ou conserto em calçada, eu não resisto. Chego perto e confiro se não estão arrebentando as raízes das árvores e, também, se estão deixando espaço suficiente de terra. Bato um papo com os responsáveis e, geralmente, o resultado é positivo.
Já pensei até em criar o Movimento das Árvores Sem Terra (MAST). As ações seriam bem simples: uma vez por mês, os participantes do movimento alargariam com golpes de martelo ou marrão os buracos das árvores de uma determinada rua. Ah, claro, a imprensa seria convocada para registrar o ato. E, se tiver celebridade, melhor ainda. Dá até TV.
Na foto acima, uma árvore que poderia dar início ao movimento. A pobrezinha fica na rua Capitão Salomão (Humaitá), bem em frente à entrada da garagem rotativa do Centro Médico Botafogo.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
M A S T
Postado por
VERA DANTAS
às
19:31
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Marcadores: árvore, Centro Médico Botafogo
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